José se reinventou em meio às lutas e crises, mas elas nunca deixaram de existir. Ele sabia bem o que era lutar. Enfrentou a dor de ser vendido pelos próprios irmãos, foi levado ao Egito, vendido como escravo, precisou conquistar a confiança de um novo senhor e, quando finalmente parecia ter encontrado estabilidade, foi provado novamente. Dessa vez pela astúcia da mulher de Potifar.
A esposa de seu senhor vivia em um dos palácios do Egito, cercada de luxo, conforto e status. Tinha tudo o que, aos olhos humanos, poderia satisfazer uma pessoa: posição social, estabilidade e segurança. Mesmo assim, havia um vazio em seu coração e foi justamente nesse espaço de insatisfação que a tentação encontrou terreno fértil. Ao se deparar com o servo jovem e bonito, a presença dele despertou nela um desejo proibido: a cobiça.
Em vez de resistir, ela cedeu ao impulso e tentou arrastar José para o pecado. O jovem de Deus, porém, reagiu com temor e sabedoria. Ele não apenas recusou o convite, mas se afastou completamente, fugindo da presença dela. Essa atitude expõe o contraste entre os dois corações: o de uma mulher movida pela carne e o de um homem movido pela obediência a Deus. As duas atitudes nos convida à reflexão: o que tem conduzido nossas escolhas? Como temos nos posicionado diante das tentações e pressões do cotidiano?
As guerras foram de José, mas as lições são nossas. Precisamos estar atentas ao que acontece ao nosso redor e fortalecer o coração contra tudo o que o inimigo tenta usar para nos enfraquecer. José ouviu: “Deite-se comigo”, mas respondeu com temor a Deus e firmeza. Da mesma forma, quando o mundo insistir para que você desista, lembre-se: a fidelidade a Deus é sempre o caminho mais seguro. O mesmo Deus que sustentou José em meio às crises é o que hoje sustenta você e Ele continua transformando cada luta em um propósito de vitória.
Angelita Ribacki
MQV - Maranhão
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